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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Mendigo

Eis ai o que tu pretendeu,
Erga-se agora! levante-se!
Não adoraria saber o gosto?
Em ter essa essência em seu paladar?

Logo, muito em breve
Tu lembrará dessa sua maluquice
Desses teus desrespeitos
Para que te serviu?

A lucidez te trouxe algo visível?
Algo nu? algo bem cru? Fale...
Siga essa reta, e passa bem
Nunca crie suas falésias,
A natureza das coisas se encarrega disso.

Trouxa!

Mostre agora a calma
Acalente seu nevrosismo, seu tolo
Tu sabes que a meditação
Te trará fluidos positivos

Acredita ridículo!

Autor: Alci Resende
Data: 24/11/2011

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Espantalhos


É na imensidão e no escuro,
onde se torna real, uma vem diretamente,
afunda na alma e mancha a sua face,
traz as inquietações no chão duro

Expõe-se assim "um encrave" enterrando,
lá no subsolo, no submundo
vagando nas suas coisas obsoletas
Sei que a tristeza vem encerrando por hora

A viagem é em acreditar em quem?
poderia ser mais letal, maldoso,
Fraco igual ao cair das folhas no outono
visivelmente secas, sem o verde, sem vida

um lamento é um sozinho,
nada a declarar sobre aquilo
que se vê, um objeto, um poste
plantou e está bem ali na frente

Verás sempre a penumbra que cai no poente,
e o raia do sol no nascente
só faz sentir vivo ao ver a resta no chão
pobre, animado, podre e vazio de observação reluzente

enxergar as cegas ali
na solidão e no tempo
que não da tréguas
mesmo calado mesmo sofrendo

não exita não quer fracassar
Está de pé sempre
ao silencio, vigia a nobreza de uma natureza
e ver os berros de sua vida em volta a soar

até mesmo assim ele está lá
marcando sua presença,
sem precisar dizer nada
apenas está lá com um proposito

Que não é enfeitar!

Autor: Alci Torres Resende
Data: 21/11/2011

sábado, 12 de novembro de 2011

Parar? nunca, respire e vá!

Trago em suas tristezas,
Muita alegria, muita raiva,
nunca sei se a compreensão é valida,
A proeza das coisas virão ao pairar do vento!

Lastimas de toda uma história,
que aos poucos se encontra,
de onde for e de onde venho,
sempre com o sintoma anormal de um ser,

A priorizar a conquista que lhe é dada,
ao saber que um dia o jovem criou a carapaça,
que nada infiltra, nada o teme,
o avanço chega, e as coisas acontecem,

saiba que nunca sou aquilo,
saiba que o provável,
pode ou não acontecer de formar ordenada,
siga firme, vá em frente, o que te custas?